Quando propósitos transformam realidades

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Vem aí o TTEE !!! (oi?)

06/ago./2014
por   Gabi

No sábado completei 28 anos e, curiosamente, com a mesma sensação de quando completei 18. Ansiosa, com borboletas na barriga, sono pesado e sonhos cada vez mais reais.

Com 18 anos eu começava a trabalhar. Estagiária de direito. De segunda à sexta, eu pegava o metro até o centro, enroscava o salto no bueiro e passava as minhas tardes fazendo pesquisas e escrevendo petições. Vez ou outra eu conseguia escapar pra comprar alguma bijuteria na 25 de março. Era o máximo do glamour ☺

Ficava ansiosa quando tinha algum prazo pra entregar e com borboletas na barriga quando chegavam os Jogos Jurídicos. Sono pesado eu sempre tive e, naquela época, eu acho que só sonhava em ir pra Disney.

De estagiária virei advogada. Muita coisa mudou, incluindo o fato de eu ter realmente ido pra Disney, usado coroa, comido cachorro quente gigante e atacado o Pateta.

Os anos foram se passando. Comecei a usar antirrugas e protetor solar todo dia. Já tinha meus próprios clientes e atendia reunião sozinha. Ao invés de festa da PUC, a turma se reunia nos casamentos. E eu continuava ansiosa, com as tais borboletas, sono e sonhos. Sempre. Mas faltava alguma coisa.

Até chegar aqui. Aos 28 anos, como se fosse 18.

Um recomeço. Deixei meu emprego de quase dez anos, um chefe que mais parecia o meu pai e uma carreira promissora de advogada. Mas deixei tudo guardado em um potinho. Aqueles potinhos de vidro, cheios de lembranças pra gente ficar olhando com carinho e abrir a tampa quando sente saudade.

Agora não tenho mais pesquisas pra fazer e petições pra escrever. Não tenho mais minha salinha. Aliás, estou escrevendo do sofá de casa, com a minha mãe perguntando da cozinha se eu como abobrinha no almoço. Ela também não está acostumada comigo por aqui…

Minhas tardes estão preenchidas com um curso de fotografia e minhas noites com um curso sobre política. Mas é só durante essa primeira semana… na próxima certamente vou arranjar outros 14.234 compromissos que me trarão a sensação constante de que eu estou atrasada ou esquecendo alguma coisa ☺

E ai você deve estar se perguntando como é possível eu simplesmente ESCOLHER deixar – no potinho – um emprego fantástico, minha segurança financeira e a possibilidade de continuar escrevendo uma historia que, aparentemente, tinha tudo pra dar certo, só pra fazer curso de foto, política, ler livros e tudo o mais aquilo que a gente só faz nas férias.

Antes de mais nada, devo esclarecer que não sou herdeira da família real e nem virei hippie.
Feitas essas ressalvas, explico a vocês o porque dessa mudança: Estou indo realizar outro sonho.

O sonho de descobrir como é possível trabalhar pelo BEM. O sonho de conhecer a maior quantidade de pessoas, de lugares, de culturas e de histórias possível. O sonho de aprender como transformar tristeza em alegria, gerar oportunidades e retribuir ao universo TUDO o que ele tem me oferecido.

Chegar a essa escolha foi um processo. Longo… de anos, mas que me levou a conhecer a minha missão, o que eu faço bem e o que me enche o coração. E como eu acredito MUITO em tudo isso, a coragem acabou vindo junto com o pacote e minhas escolhas se tornaram livres, leves e totalmente conscientes.

Por isso, pelos próximos meses estarei me preparando para a maior experiência da minha vida – e arrisco dizer que é a maior da vida toda mesmo – o sonho do Think Twice Brasil – Empathy Experience (“TTEE”).

Uma viagem,que começa em agosto, de até um ano e meio por mais de 40 países da África, Oriente Médio e Ásia em busca de líderes, organizações e negócios sociais que estão a serviço da transformação social. Vamos buscar conhecimento e inspirações em quem trabalha por um mundo melhor para, com isso, nos tornarmos peças chave para a transformação social do NOSSO país (Alô Ministério do Desenvolvimento Social !!! Tô chegandooo!)

Já deu pra perceber que eu não vou sozinha (medo hehe) ☺ Vou com a outra melhor escolha que eu fiz até hoje: meu AMOR (nhóóó). Que também já deixou seu emprego e está exercitando seu maravilhoso TOC de organização com planilhas irreais que definem desde os vistos necessários pra viagem até o número de cremes de cabelo que eu poderei levar na mochila (brincs, mor!). Aliás, cumpre reforçar aqui, que essa ideia NUNCA seria possível se não fosse por ele, minha maior fonte de inspiração e o responsável por me fazer acordar querendo ser melhor a cada dia.

Por isso, daqui pra frente o Think Twice sofrerá alguns ajustes, para que vocês possam acompanhar de perto nossos preparativos e, melhor ainda, acompanhar de perto a nossa viagem !!! Estamos empenhados em transformar um TT em um canal divertido e informativo, capaz de transmitir a vocês todo o necessário para comprovar que o mundo tem jeito, mas precisa de todos nós reunidos, de mais iniciativas brilhantes e de mais gente praticando a empatia.

E é por tudo isso que eu completo 28 anos como se fossem 18.

Ansiosa, com borboletas na barriga, sono pesado e sonhos cada vez mais reais.

Vem ai o Think Twice Empathy Experience ☺. E vamos viajar juntos !! Uhu !!

Beijos
Gabi (e Felipe, que já já se apresenta por aqui)

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Gabi
Think Twice Brasil

    1 Comentários:

  1. Natalia disse:

    Oi Gabi, confesso que só hj conheci o TTB… E que comecei a ler pelo post “reflexão #9”. Mas decidi que era melhor começar do início e descobrir se eu estava louca ou se finalmente tinha achado alguém que pensa como eu. A diferença é que eu tenho 30 anos, um mestrado em Biologia e um (quase) doutorado em Engenharia Sanitária, ñ tenho poupança (ser bolsista em Sampa é dureza) e nem emprego (só bolsa do Cnpq). Mas, como você, fiz 30 anos como se fossem 15, 18 e 28… Com uma inquietação, uma indecisão (que nem Freud explica) de querer cair no mundo, mas com um propósito maior! Ja sonhei em ser Médica sem Fronteira, voluntariar na África (minha eterna paixão) e ir à Indonésia buscar paz interior… Mas nunca sai (vergonhosamente ñ por mais q faculdade e doutorado no exterior) do sofá dos meus pais. Sei que ñ eh um conselho fácil de se pedir, mas por onde começo? Como eu mato esse bichinho dentro de mim que me faz ter medo de arrumar um emprego, um marido (desses q ñ sai do sofá nem do emprego pra algo novo) e nunca sair desse conforto desconfortável? Qualquer palavra ajuda! Vou continuar lendo seu textos e me inspirando… Quem sabe ano que vem, sou eu. Parabéns pela sua iniciativa e se depender de mim… Vc já é ministra!

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