O QUE FOI A EXPERIÊNCIA DE EMPATIA

A EXPERIÊNCIA DE EMPATIA foi uma viagem de 400 dias por 40 países para praticar empatia, se conectar com os outros, viver suas mais diferentes realidades, aprender sobre desigualdade e transformação social e compartilhar o que sentimos para inspirar mais pessoas a enxergarem o mundo com disposição para mudá-lo.
Começamos em agosto de 2014 na África do Sul e terminamos em setembro de 2015 na Coréia do Norte. (O mapa mostra a rota).

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Missão da Experiência de Empatia

Conhecer diferentes culturas e se identificar com pessoas que vivam a serviço do bem comum para assim descobrir novas formas de contribuir para a transformação social. Nos tornarmos mais conscientes e capazes de trabalhar exclusivamente em prol da igualdade social, de gênero e justiça. Compartilhar nossas experiências para que cada vez mais pessoas busquem seus propósitos e pensem duas vezes o sentido que dão a suas vidas.

Somos infinitamente gratos por não termos tido nenhum problema de saúde, nem de segurança. Tudo correu muito bem e da maneira mais natural possível, com direito a pequenos milagres ao longo da jornada.
Buscamos pessoas que são agentes de transformação e trabalham para melhorar, efetivamente, a vida do próximo. Escolhemos começar fora do Brasil porque acreditamos que ao conhecer novas realidades, estamos mais abertos ao inusitado, ao imprevisível, ao diferente e mais sensíveis para perceber sutilezas. Além disso, longe da nossa casa e do nosso país, fomos dispostos a sair completamente da nossa zona de conforto e a exercitar virtudes necessárias para a convivência em qualquer sociedade. Nesses continentes encontramos contrastes valiosos de culturas, crenças e valores. Por meio da empatia procuramos nos conectar com essas pessoas para enxergarmos através de seus olhos e sentirmos com os seus corações. Ouvimos, observamos, sentimos, perguntamos e registramos sempre com o propósito de aprender profundamente para compartilhar as nossas experiências com a mesma intensidade que as vivemos. Nosso objetivo maior foi nos tornarmos pessoas mais conscientes e desenvolver continuamente capacidades essenciais que nos permitissem trabalhar integralmente em prol da transformação social. Agora, nos consideramos a serviço da humanidade como um todo, uma vez que pudemos sentir que, apesar de todas as diferenças, somos todos muito similares, não importa onde estejamos.

Em EXPERIÊNCIAS E REFLEXÕES você pode ver tudo o que compartilhamos ao longo da viagem.

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Por onde passamos

  • África do Sul
  • Botsuana
  • Namíbia
  • Angola
  • Suazilândia
  • Moçambique
  • Zimbábue
  • Zâmbia
  • Tanzânia
  • Burundi  
  • Ruanda
  • Uganda
  • Quênia
  • Etiópia
  • Omã
  • Irã
  • Turquia
  • Grécia
  • Israel
  • Egito  
  • Líbano
  • Jordânia
  • Sri Lanka
  • Índia
  • Bangladesh
  • Tailândia
  • Mianmar
  • Camboja
  • Laos
  • Vietnã  
  • Malásia
  • Singapura
  • Indonésia
  • Filipinas
  • Macau
  • Hong Kong
  • China
  • Coréia do Norte
  • Mongólia
  • Coréia do Sul

Como Fizemos a Experiência de Empatia

  • Um dos maiores desafios foi viver realidades extremas e, diante delas, nos sentir impotentes para contribuir da forma como gostaríamos. Uma certa frustação, mas com uma sensação positiva ao ver que famílias vivendo com tão pouco são intensamente generosas, gratas e carinhosas.
  • Ter que planejar diariamente os próximos passos e estar sempre atento a oportunidades para conhecer novas histórias inspiradoras também nos demandava muita dedicação psicológica.
  • Viajamos com a cara e a coragem para falar com pessoas de várias origens, entrar em lugares desconhecidos e passar por aventuras inesperadas.
  • Fomos dispostos a sentir ao máximo a energia e o ambiente de cada local, então preferimos usar transportes públicos e meios terrestres, quando possível, para estar em contato direto com as pessoas.
  • Planejamos passar até dezoito meses nesse desafio e ao final ficamos treze.
  • Tínhamos uma rota inicial totalmente flexível e seguimos realmente o que a nossa intuição mandou.
  • Dormimos em locais simples com condições mínimas para descansar bem e tomar banho, sempre que possível.
  • Sendo fundamental para a sanidade e serenidade, fomos com calma, sem correr contra o tempo e com bons momentos de descanso. Muitas vezes, depois de experiências extremas e percursos longos, chegar ao albergue, tomar um banho e comer algo que sabíamos o que era chegava a causar choro (de alegria)…
  • Nosso dia a dia não tinha uma rotina e registramos o máximo que pudemos eletronicamente. Buscamos a melhor forma para compartilhar as nossas experiências com certa periodicidade, apesar do acesso à internet ter sido bastante difícil.
  • Fizemos o impossível para encarar os contrastes com leveza, alegria e bom humor.
  • Demos 1000 fitinhas de pulso amarelas – que aparecem em muitas fotos – para simbolizar o Brasil e a nossa gratidão pelas pessoas que nos inspiraram. Assim como diz a tradição, os instigamos a fazerem três desejos e a sempre acreditarem nos seus sonhos.
  • Além de não termos fins lucrativos, escolhemos não buscar patrocínios porque não queríamos impor limites às nossas escolhas e liberdade de expressão. Ao longo do caminho fomos imensamente agraciados com gentilezas oferecidas por muitos amigos que fizemos.
  • Ao final, nos propomos a fazer o possível para transformar para o bem os lugares que passávamos, ainda que fosse com pequenas sutilezas. Voltamos pra casa completamente transformados por todos eles, que ao longo de 400 dias cruzaram nossos caminhos e nos ensinaram o significado de “ame ao próximo como ama a si mesmo”.
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